Reluz na penumbra a alma
Rodeada pelo silêncio que esconde a tormenta
Pulsa o coração tomado pela incerteza
Enquanto aguarda o regresso da calma
Imóvel sobre chão gelado desliza água salgada
De um corpo cansado sem força nem emoção
Perdido que está o tempo num instante….
Uma vida acabada em vão!
Sem alegrias ou vitórias
O travo amargo na boca ressequida pela solidão
Sobram as lutas inglórias de um ser em sofrimento
A quem não permitiram a paixão!
Não ordenem que se erga….
Que siga em frente e sorria como impõe o dever-ser
Pois quem ama desta forma não aceita a perda
E o seu único desejo é perecer!
Próprio, Fevereiro de 2009
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